Minha palestra no TED

Eu, desde que conheci o TED, sonhei com o dia que escreveria um título de post assim. Posso hoje admitir que eu tinha um plano objetivo de conseguir palestrar nos próximos 5 anos. Mas nunca, NUNCA, imaginei que isso ocorreria bem antes disso. Fui totalmente pego de surpresa. Ainda me sinto assim, meio bobo. E isso foi em 2010.

Talvez outros palestrantes, com anos de estrada “palestral”, não entendam o tamanho da coisa. Ou, pior, sentem-se muito felizes, mas não admitem. Eu não tenho vergonha de admitir que a experiência foi a melhor coisa que me aconteceu no universo das palestras e aulas.

Falar sobre a palestra fica desnecessário. Você pode assisti-la logo abaixo. Focarei mais nas sensações, na história. E o que isso trouxe de reflexão pra mim. Quer assistir a palestra antes? Fique a vontade:

Gostou? Bom, sigamos. Como eu disse, não vou aqui falar sobre o tema da palestra. Há outros posts onde discorro um pouco sobre isso. Quero é falar de sensações. E a primeira é, sem dúvida, estar no palco e não na platéia. Eu tive o privilégio de assistir o primeiro TED no Brasil, que ocorreu no final de 2009. Mas já conhecia as palestras TED pela web de longa data. Poderia listar aqui minhas preferidas, mas deixo isso pra outro dia.

Eu gostei de estar no palco no TEDxUsp por algo simples: Eu me sinto como um “Teder” desde que vi os primeiros videos. Me senti ainda mais “Teder” quando assisti na platéia, as primeiras apresentações em sampa. E todo o processo culminou com a possibilidade que tive de esparramar minhas ideias.

E isso me fez perceber que eu deveria radicalizar ainda mais meus processos profissionais. Pra quem me conhece, sabe que faço oficinas sobre captação, dou consultoria para ONGs, já trabalhei nos 3 setores, me dou ao luxo de não ter horário fixo nem escritório pra cuidar. Tudo por decisão, pra desobstruir fluxos (como eu disse na palestra). Mas depois de minha apresentação, nas semanas que se seguiram, fiquei pensando o que foi aquilo que fez tóim lá no palco. Algo se quebrou? Aquela euforia era saudável ou bipolar? Os aplausos, em vários momentos, queriam dizer alguma coisa. Era um sinal de algo. E acho que saquei.

Confirmado: Eu estou apto para focar minha rota profissional no esparramamento de ideias. A palestra e os feedbacks até hoje me confirmam isso. Claro que eu não consigo assistir de novo o video. Além de gordo e meio bobo, vejo mil defeitos nas minhas falas, timing, coisas que não disse, outras que foram dispensáveis… Assim como hoje me acho um bom professor, sei o timing das piadas, dos momentos de perguntar e dos momentos de afirmar, vi no TEDx que posso esparramar ideias. Posso escrever sobre ideias, posso falar sobre ideias.

Até então, achei que eu precisaria falar sobre o ferramental, coisas úteis, técnicas, métodos. Mas, olha só, eu adorei falar sobre ideias, interagir com as pessoas, saber que aquilo fez a diferença na cabeça delas. E é isso que quero. Contribuir para um mundo radicalmente melhor.

Hoje posso confessar: Desde bem antes dos meus 30 anos, eu disse a mim mesmo que aos 40 eu iria viver de escrever (livros, artigos, palestras). Nunca contei isso pra ninguém, era um plano secreto. Completei 40 anos meses depois de minhas palestra no TEDxUsp, um ano antes de meu segundo livro. Dois anos antes de terminar meu terceiro sobre sabáticos. E estou agora começando meu novo livro. Estou no caminho. Esparramar idéias. O TED faz isso e descobri que é o que quero e vou fazer na segunda metade da minha vida. 🙂

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